Olá
a todos!
Essa
é a primeira resenha que faço, espero que vocês gostem :)
Para
estrear esse blog eu começo com a resenha do terceiro álbum de
estúdio da cantora Galesa Marina And The Diamonds: FROOT.
O
álbum foi lançado em 13 de março de 2015 e marca uma mudança
musical de seu trabalho anterior “Electra Heart”, assemelhando-se
mais ao seu álbum de estréia “The Family Jewels”.
Marina
disse em entrevistas que logo que acabou de fazer o “Electra Heart”
e lançou Primadonna como single, já sabia o que fazer com seu
terceiro álbum e que ele deveria ser totalmente diferente do que
Electra Heart foi.
Em
vez de vários produtores e pessoas trabalhando nesse novo álbum,
ela preferiu a companhia de somente um produtor (David Kosten).
Algo
muito legal nesse álbum é que ele foi todo composto pela própria
Marina (algo que é raríssimo hoje em dia) e também foi todo
gravado com uma banda ao vivo, pois Marina achava que a maneira como
as músicas soavam em estúdio era muito diferente de como elas
soavam ao vivo.
O
álbum é uma celebração à felicidade, e as músicas giram em torno
desse universo.
Obs.:
Admita que você pensou que a música falava sobre drogas quando ela
liberou a tracklist!
01.
HAPPY (Nota: 10)
“And
all the sadness inside me / Melted away / Like I was free”
Não
haveria melhor maneira de começar esse álbum que com Happy,
essa música resume todo o clima do álbum, Marina disse em
uma entrevista que quando a depressão dela acabou, de repente ela se
sentia feliz e ela nunca havia pensado que a tristeza não fizesse parte
dela e é exatamente o que a música resume. Essa música se
desprende de toda a tristeza que ela abordou em seus trabalhos
anteriores (The Family Jewels e Electra Heart)
e fala que ela finalmente achou o que ela estava procurando e agora
pode ser feliz. A música deixa em aberto o que fez ela se tornar
feliz tão subitamente, alguns dizem que um amor ou a religião, eu
já gosto de pensar que o motivo dessa felicidade foi o
reconhecimento como artista, que a fez perceber que ela pode ser
feliz e que há sempre alguém “olhando sobre ela”. É uma música
muito emocionante e eu a amo ainda mais por ser tão calma (amo
músicas nesse estilo).
“Era como se eu fosse sobrecarregada por alguma coisa durante toda a minha vida e então de repente isso acabou…. Eu não consigo nem explicar o quão maravilhoso isso é…. você de repente compreende porque pessoas são felizes e porque elas aproveitam as coisas. Eu acreditava que estar depressiva era parte de minha personalidade ou que eu nasci dessa maneira, mas é bastante chocante perceber que talvez esse não seja o caso.”
02.
FROOT (Nota: 10)
“I'm
your carnal flower, I'm your blood rose”
Estranha.
Se há um adjetivo que pode definir essa música, com certeza, é
esse!
Quando eu ouvi essa música pela primeira vez eu só pensava o
quanto essa música é completamente diferente de tudo que Marina já
fez. E com certeza é uma ótima música, e mesmo hoje, tantos meses
depois do lançamento, ainda me surpreendo como essa música que é tão boa quanto é estranha! Como resistir a Marina cantando
“FRO-O-O-OT La La La La La La” com aquele som que lembra
videogames 8 bits?
Quando
foi lançada muitas pessoas achavam que a música era uma música
bizarra que fala sobre sexo (inclusive eu e a Billboard), mas Marina
em entrevista afirmou que a música é sobre encontrar a felicidade,
e que tudo que ela queria era entrar num estúdio e criar uma música
sobre felicidade que fosse realmente estranha, parece que ela
conseguiu.
“FROOT é um coringa. Eu acho que muitas pessoas supõem que é sobre sexo, mas não é.[...] É sobre estar pronta para a felicidade, e pronta para amar alguém, e estar totalmente realizada como pessoa. Eu gosto que essa seja uma mensagem positiva para começar [o álbum]. Eu precisava disso.”“Quando eu escrevi essa canção eu literalmente senti que estava pronta, […] Eu me sinto totalmente realizada como artista, e com minha identidade.”
03.
I’'M A RUIN (Nota: 10)
“And
I could treat you better / but I'm not that smart”
É
um pouco estranho uma música com esse nome num CD que fala sobre a
felicidade não é? Antes de falar sobre ela quero dizer que eu penso
nesse álbum não como um CD sobre felicidade mas uma jornada até
ela, por isso não falará só como é ser feliz, mas por tudo que
temos que passar até alcançarmos a felicidade.
I'm
A Ruin é uma ótima música com um ótimo clipe (que me
lembra Frozen da Madonna), e é o primeiro
single oficial do FROOT (eu não estou criticando a escolha, pois é
uma ótima música, mas por que ela lança FROOT
primeiro, lança clipe e tudo mais, e depois vem falar que não era
Single oficial?).
A
música é como um pedido de desculpas para alguém, a música fala
que ela só brincou com o coração da pessoa, e que mesmo essa
pessoa significando tudo pra ela não quer mais ficar com ela pois
está com medo de arruinar a vida dessa pessoa – autoestima zero.
04.
BLUE (Nota: 10)
“Gimme
love, gimme dreams / Gimme a good self esteem”
Com
certeza uma das melhores do álbum, mesmo sendo uma música falando
sobre tristeza é uma das mais animadas.
Eu
considero essa música como uma continuação de I’'m
A Ruin, enquanto em I’'m A
Ruin ela só quer se ver livre do
relacionamento, em Blue ela diz que se
arrepende de ter terminado tudo, não por que ela ama a pessoa, mas
porque não gosta de estar sozinha e “quer ser abraçada quando
está com medo”. Essa música tem bem mais atitude que a
anterior, pois enquanto em I’'m A Ruin
ela faz o possível para que a pessoa não se sinta mal, em Blue
ela parece nem se importar com os sentimentos da pessoa, dizendo
coisas como “Eu não te amo, eu não me importo”, “estou
cansada de tudo que fazemos”. Ela só não quer se sentir
triste, e qual o problema de brincar com os sentimentos dos outros
para não se sentir triste?
05.
FORGET (Nota: 9.5)
“Yeah
I've been dancing with the devil / I love that he pretends to care”
Eu
não gostei dessa música da primeira vez que a ouvi, mas depois eu
comecei a amá-la, ela tem uma pegada bem rock, e que funciona muito bem ao vivo. O que me faz gostar
muito dela, além disso a parte “Yeah I’'ve
been dancing with the devil / I love that he pretends to care” me
lembra muito a música Hermit The Frog do
The Family Jewels.
Eu
interpreto essa música de duas formas:
1ª:
Fim da trilogia I’'m A Ruin, Blue, Forget. Nessa
música ela finalmente aceita que não pode continuar com esse amor
que não a faz feliz. (sei que foi uma análise muito rasa).
2ª:
Uma música de mudança de vida! Sim, essa música é como uma
libertação de tudo que aconteceu com ela no passado que a fez se
sentir mal com ela mesma, agora ela está disposta a deixar o passado
para trás e seguir em frente, não se importando com os erros que
possa ter cometido, “pois no final o caminho é longo,
mas somente pois te faz forte”.
06.
GOLD (Nota: 6)
“Yeah
I know that I need the Gold / But what I love can't be bought or
sold”
Já
adianto, eu tenho um preconceito enorme com músicas chamadas Gold,
eu nunca consigo gostar de músicas com esse nome e sempre acho elas
extremamente chatas.
Pra
mim o que mais se destaca nessa música é o instrumental que é divertido, fora isso não é lá grande coisa.
É
uma música sobre autoafirmação, é sobre não se deixar definir
pelo dinheiro e riqueza e sim fazer o que ama.
Com certeza é a mais fraca do álbum, mas com o tempo você acaba aprendendo a suportar.
07.
CAN'T PIN ME DOWN (Nota: 10)
“Do
you really want me / to write a feminist anthem / I'm happy cooking
dinner / in the kitchen for my husband”
Essa
explora um pouco mais o tema de não poder ser definida que começou
na faixa anterior (o que diferencia é que essa faixa é muito
melhor).
É
uma música muito legal que fala sobre como ela nunca será nada que
os outros esperam dela, que nunca se renderá a pressão exercida por
outros para se encaixar e que ninguém nunca poderá fazer ela se
sentir diminuída (indiretas para a antiga gravadora que queria que
ela soasse mais comercial em Electra Heart?).
Destaque
para o verso “Você realmente quer que eu / escreva um hino
feminista? / Estou feliz cozinhando o jantar / na cozinha para meu
marido”, verso que retrata bem o tema da música que é não se
render a pressão de outros e ser sempre fiel a si mesmo (não
entendam isso como uma crítica ao feminismo, a própria Marina já
disse ser feminista, mas, como eu acredito, o feminismo é o direito
de todos puderem fazer o que quiserem e acharem certo com seu corpo e sua
vida, então qual o problema se uma mulher está feliz
cozinhando para o marido?)
08.
SOLITAIRE (Nota: 8)
“Hard
like a rock, cold like a stone / White like a diamond, black like
coal / Cut like a jewel, yeah I repair / myself when you're not
there”
Meu
hino!
Acho
essa música totalmente deslocada na tracklist,
talvez se ela fosse a 3ª ou 4ª faixa do CD funcionaria melhor….
Essa
música poderia entrar fácil no Electra
Heart pelo seu tema de pessoa solitária e
endurecida pela vida, na verdade, ela se aproxima muito da temática do Electra Heart. Essa canção me lembra muito a música The
Outsider do The Family Jewels.
Essa
música fala sobre o fim da turnê de “Electra Heart” quando
Marina voltou para Londres e se isolou do mundo “Eu realmente não
queria falar com ninguém” disse ela em estrevista.
Também
me lembra muito a música Are You
Satisfied? do The Family
Jewels (And it’s my problem if I have
no friends / And feel I want to die).
09.
BETTER THAN THAT (Nota: 9)
“Well,
I guess it's just what human do / Hook up with other people / Until
it all falls through”
“Bad
Blood versão Marina And The Diamonds”.
Não! Essa música não tem nada a ver com Bad
Blood da Taylor Swift. Enquanto a música da
Taylor acaba tendo um tom meio triste pelo fim da “suposta”
amizade, Better Than That é bem mais
agressiva e cheia de alfinetadas.
Na
primeira vez que a ouvi
eu pensei que essa não era somente uma música para alguém mas, na
verdade uma autocrítica da Marina (leiam a letra da música e não
considerem a ponte para verem o que estou falando). Nessa música ela
fala de uma garota que só sabe usar os outros para conseguir o que
quer, talvez por causa da baixa autoestima dela (Electra Heart
feelings?).
Marina
disse que essa foi uma das primeiras canções que ela escreveu para
o FROOT e que foi como uma amostra para como o álbum seria.
Obs.:
Acho hilário ela cantando: “But You / YOU! CAN DO! BERÉR
DEN! / YOU! CAN DO! BERÉR DEN DÉ!”
10.
WEEDS (Nota: 9)
“You
know the problem with history / It keeps coming back like weeds”
Essa
música tinha tudo para ser uma música normal sobre amor para mim,
até que ela começa a cantar “Could have filled
a garden / With all the flowers that you gave me”, sério, é
um começo mais que perfeito, e cheio de emoção
(Tudo bem, é somente mais uma
música de amor e eu estou exagerando, mas é tão linda).
Nessa
música ela lembra tudo que viveu lá atrás e fala que o problema
com o amor é que uma hora ou outra ele volta como ervas daninhas no
jardim que é o nosso coração (meu Deus, que poeta estou hoje) nas
horas mais importunas, sempre quando pensamos que todo o amor que
tivemos por alguém acabou, ela acaba voltando e te lembrando de toda
a felicidade e dor que passou com essa pessoa.
11.
SAVAGES (Nota: 10)
“I'm
not afraid of God / I am afraid of man”
Confesso
que estava morrendo de saudades de toda a acidez e cinismo da Marina
até chegar nessa faixa, o que posso falar sobre ela? Com certeza é
minha favorita do CD (Também é a favorita da Marina, seguida por
Happy).
É
difícil escolher uma frase para definir essa música, a letra, com
certeza é uma das melhores da Marina. Super recomendada!
Fala
sobre como nós, seres humanos, mesmo com toda nossa tecnologia,
cultura e roupas, somos apenas selvagens, com medo do mundo ao nosso
redor e matando para sobreviver.
Muitas
vezes nos achamos superiores aos animais, e até nos ofendemos ao
sermos chamados de animais, mas, na verdade, fazemos muitas vezes
pior que os animais, eles, pelo menos, são mais graciosos que nós.
Obs.:
Amo a maneira como a Marina se refere aos humanos em 3ª
pessoa, como se ela não fosse parte disso.
12.
IMMORTAL (Nota: 8)
“We
wanna be remembered / Don't wanna live in vain / But nothing lasts
forever / This world is in a losing game”
Medo
da morte. O que acontecerá quando morrermos? No final dos meus
tempos quantas vidas eu terei tocado? Qual será meu legado? Quem se
lembrará de mim?
Imortalidade,
o que todos nós queremos. Várias vezes nos perguntamos o que
acontecerá quando morrermos. Esse é o tema central da música, a
dúvida de como conseguiremos deixar nosso legado.
Estamos
sempre correndo atrás do tempo, querendo poder viver para sempre,
nunca pensando na morte, mas a triste verdade é que todos
morreremos, e no final, tudo que restará de nós, é a lembrança
nas mentes das pessoas que tocamos, e essa é a verdadeira
imortalidade, saber que mudamos a vida de alguém.
“Esse é um assunto bastante universal, como você deixa sua marca e como é importante preservar as memórias e lembrar das pessoas. Eu comecei a compor essa canção quando eu visitei um memorial da guerra na Polônia. […] Eles disseram 'Não é um memorial muito bonito, mas merece ser visitado para manter a memória deles vivas.' E foi assim que a canção – a letra – começou.”
Essa não é a melhor música do álbum ou da própria Marina, não me entendam mal: a letra com certeza é linda, inteligente e emocionante, mas a produção da música não é das melhores, e ela acaba sendo a mais cansativa do álbum... uma pena pois a letra é totalmente incrível.
E assim acaba esse álbum, Marina continua criando álbuns com letras e músicas inteligentes e divertidas, isso somado ao fato de ela ter composto e co produzido o álbum sozinha só nos mostra mais de como essa galesa é uma das melhores cantoras da atualidade.
NOTA: 9,2
E aqui acaba minha primeira resenha, espero que vocês tenham gostado! Comentem e compartilhem!
Até mais com mais uma resenha!







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